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− 2014.1

IFC039186 - FILOSOFIA CONTEMPORÂNEA I (Obrigatória da Área)

Horário: 2ª feira; 12:30 às 15:50 horas
Professor: James Arêas

   

Das potências do caos aos seres de sensação III

 

A partir dos problemas levantados por Deleuze nos cursos proferidos em Paris 8, entre março /junho de 1981, onde ele tematiza  “A pintura e a questão dos conceitos”, pretendemos abordar a proposição de Paul Klee segundo a qual é preciso “considerar a dimensão dos objetos em um novo sentido, procurando mostrar como o artista costuma chegar a uma ‘deformação’, aparentemente voluntária, das formas naturais”.  Ora, trata-se, para o artista de romper com a atribuição coercitiva que nossa percepção impõe sobre as manifestações naturais, coisas ou seres, para retirar dela os afetos e perceptos puros. Para o artista, insiste Klee: “importam mais as forças formadoras do que as formas finais”. Caos e sensação.

O ato de criação pressupõe, com efeito, a violentação das formas naturais tendo em vista o sentido de mobilidade e renovação ininterupta das formas, sempre provisórias. As forças de deformação parecem, pois, corresponder  ao próprio devir que impede a paralização de algo no espaço e no tempo, afirmando a mobilidade universal do mundo material, como nos indica tão rigorosamente Henri Bergson ao longo de toda sua magnífica obra filosófica. O universo material das imagens prefigura, configura e desconfigura as formas naturais para promover  uma rigorosa  transmutação da realidade movente e do pensamento.

 

 

 

 

 

 



Bibliografia

Bibliografia básica[1]:

 

DELEUZE, Gilles. “La Peinture et la question des concepts” in: La voix de Gilles Deleuze.  www.univ-paris8.fr/deleuze/  – Cours – Mars à Juin 1981.

____________. O que é a Filosofia? Trad. de Bento prado Jr. e Alberto Alonso Muñoz. Rio de Janeiro: Editora 34, 1992.

KLEE, Paul. Théorie de l’art Moderne. Paris: Éd. Folio, Coll. Essais, 1998. Tradução brasileira  parcial dessa obra: Sobre a arte moderna e outros ensaios. Trad. Pedro Süssekind, revisão técnica de Cecilia Cotrim. Rio de Janeiro: Jorge Zahar Editor Ltda, 2001.

BERGSON, Henri. O pensamento e o Movente. Trad. Bento Prado Neto. São Paulo: Martins Fontes, 2006.



[1] Será fornecida Bibliografia complementar.

 





IFC039187 - FILOSOFIA CONTEMPORÂNEA II(Obrigatória da Área)

Horário: 4ª feira; 16:00 h às 19:20 h
Professor: João Ricardo Moderno

 ADORNO: A ARTE  E A ESTÉTICA CONTEMPORÂNEA

Ementa:

Theodor W. Adorno e a Estética da Contradição. Prioridade nas questões de contradição estética. Paralipomena – Teorias sobre a origem da Arte. Primeira Introdução: Obsolescência da estética tradicional. Mudança de função da ingenuidade. A inconciliabilidade da estética tradicional com a arte contemporânea. A arte contemporânea diante da Estética da Contradição. Conteúdo de verdade e fetichismo das obras de arte. Necessidade da Estética. A Estética como refúgio da metafísica. Experiência estética como compreensão objetiva. Análise imanente da obra e teoria estética. Dialética da experiência estética. O Universal e o Particular. Crítica da investigação fenomenológica da origem. Posição perante a estética hegeliana. Caráter aberto da Estética: Estética da forma e Estética do conteúdo I e II, Normas e slogans. Metodologia, “Reflexão segunda”, História.

 

 



Bibliografia

Adorno, Theodor. Teoria Estética. Lisboa, Edições 70, 2008.

                     Experiência e Criação Artística. Lisboa, Edições 70, 2003.

                     Notas sobre literatura. Madrid, Ed. Akal, 2009.

Moderno, João Ricardo. Estética da Contradição. São Paulo, Perspectiva, 2013.

Jimenez, Marc. Adorno et la modernité. Paris, Éditions Klincksieck, 1986.

         

* Bibliografia complementar será indicada ao longo do curso.





IFC039208 - TÓP. DE FILOSOFIA CONTEMPORÂNEA (Eletiva da Área)

Horário: 4ª feira; 16:00 às 19:20 horas
Professor: Ivair Coelho

 "Teses do Mil Platôs - Rostidade, Princípio de Individuação e Esquizoanálise".



Bibliografia

Ainda não disponível.





IFC039184 - Filosofia Moderna I

Horário: 3ª FEIRA - 12:30 às 15:50
Professor: Ricardo Barbosa

Tema do curso: Habermas e a pragmática universal

 

 

Embora desenvolvida no intuito de prover a teoria crítica da sociedade de novos fundamentos normativos, a pragmática universal ou formal consiste antes de tudo numa contribuição original para uma teoria da linguagem e da racionalidade. O presente curso examinará especialmente as diferentes dimensões do seu conceito central – o de racionalidade comunicativa –, colocando em evidência o problema dos nexos entre as condições da constituição da objetividade da experiência e as condições da validade dos proferimentos acerca dos objetos da experiência.



Bibliografia

Bibliografia básica

 

HABERMAS, J. Teoria do agir comunicativo. 2 vols. São Paulo: Martins Fontes, 2012.

_____. Vorstudien und Ergänzungen zur Theorie des kommunikativen Handelns. Frankfurt: Suhrkamp, 1984.

_____. Pensamento pós-metafísico. Estudos filosóficos. Rio de Janeiro: Tempo Brasileiro, 1990.

_____. Verdade e justificação. Ensaios filosóficos. São Paulo: Loyola, 2009.

_____. Agir comunicativo e razão destranscendentalizada. Rio de Janeiro: Tempo Brasileiro, 2002.

_____. Fundamentação lingüística da sociologia. Obras escolhidas, vol. 1. Lisboa: Edições 70, 2010.

 

_____. Teoria da racionalidade e teoria da linguagem. Obras escolhidas, vol. 2. Lisboa: Edições 70, 2010.





IFC039210 - QUESTÕES DE FILOSOFIA CONTEMPORÂNEA (Eletiva da Área de Concentração)

Horário: 4ª feira; 12:30 às 15:50 horas
Professor: Luiz Bicca

 

A proposta do curso é realizar um seminário de análise e comentário de diversos textos que, sob algum ponto de vista ou em algum âmbito temático determinado, discutam e exponham a presença de um filosofar cético na contemporaneidade. Assim, os tópicos escolhidos foram:

a) reflexões históricas;  b) ceticismo moral;  c)  ceticismo e vida cotidiana. 



Bibliografia

A bibliografia a ser, em princípio, utilizada é a seguinte:

A ) Reflexões históricas:

-  Bicca, L. Ceticismo e Relativismo. Rio de Janeiro: Ed. & Letras, 2012.

- Porchat, O.: “Ainda é preciso ser cético” in: Porchat, O. Rumo ao Ceticismo. S.Paulo: Ed. 

   UNESP, 2007.  

 

B )  Ceticismo, saber comum e vida cotidiana:

- Porchat, Oswaldo: “A filosofia e a visão comum do mundo” in: Porchat, O. Rumo ao Ceticismo. São Paulo, Ed. UNESP, 2007.

- CAVELL, Stanley: Esta América Nova, ainda inabordável. São Paulo, Ed. 34, 1997.  

 

C)  Ceticismo moral:

- SEXTUS EMPIRICUS, Adversus Mathematicos, XI. Oxford: Clarendon Press, 1997

- Bicca, L. “Ceticismo e cinismo” in: O que nos faz Pensar (Revista do Dep. Filosofia da PUC-RJ), nº 30, 2011. 

 

*A disponibilidade para apresentação de texto é condição para participação no seminário. 





IFC039185 - Filosofia Moderna II

Horário: 6ª feira - 12:30h às 15:50h
Professor: Fabiano Lemos

  

Tema: Romantismo alemão como visão de mundo – o caso de Friedrich Schlegel

 

Programa: O curso discutirá em que sentido a noção de Romantismo Alemão pode ultrapassar a habitual e empobrecida circunscrição filosófico-institucional que tende a limitá-la a um movimento emergindo nos últimos anos do século XVIII e se esgotando na primeira década do século seguinte. Com base em uma bibliografia que associa a história da Filosofia à história artística (sobretudo literária) e sociocultural da Alemanha na primeira metade do século XIX, o que se procurará problematizar é justamente a compreensão do Romantismo como uma Weltanschauung, uma visão de mundo, muito mais ampla e persistente do que aquela que comentadores como Dieter Heinrich, Walter Jaeschke ou Frederick Beiser tentaram definir. Nesse sentido, o estudo dos fragmentos filosóficos de Friedrich Schlegel publicados nas revistas Athenäum e Lyceum der schönen Künste entre 1797 e 1798 descreve um complexo ideológico-conceitual que se estenderia, em maior ou menor medida, durante os próximos cinquenta anos, redefinindo o Romantismo como herança e como ponto de partida de toda uma geração. As questões relacionadas nesses textos à narratividade e à ficcionalidade da filosofia encontrariam eco tanto na literartura fantástica quanto nos problemas relacionados à forma no projeto estético dos primeiros textos de Nietzsche, por exemplo. Assim, o curso consistirá em três partes: uma análise do conceito de Romantismo Alemão e a discussão de sua interpretação como visão de mundo; uma leitura crítica dos textos de Friedrich Schlegel, e, por fim, uma investigação sobre as extensões dessa visão de mundo na paisagem intelectual alemã do século XIX.



Bibliografia

 A bibliografia abaixo será complementada ao longo do curso.

ALBERT, G., “Understanding Irony: Three Essais on Friedrich Schlegel” In.: MLN, Vol. 108, No. 5, 1993.

BEISER, F., “Introduction” In.: BEISER, F. (ed.), The Early Political Writings of the German Romantics, Cambridge: Cambridge University Press, 1996.

BORNHEIM, G., Aspectos filosóficos do Romantismo, Porto Alegre: Cadernos do Rio Grande, 1959.

COURTINE, J.-F., A tragédia e o tempo da história, Rio de Janeiro: Editora 34, 2006.

FRANK, M., The philosophical foundations of early German Romanticism, New York: State University of New York Press, 2004.

SCHLEGEL, F., Fragmente In.: Kritische Friedrich-Schlegel-Ausgabe. Erste Abteilung: Kritische Neuausgabe, Band 2, München, Paderborn, Wien, Zürich: Ferdinand Schoningh Verlag, 1967 (tradução para o português: SCHLEGEL, F., O dialeto dos fragmentos, trad. de Márcio Suzuki, São Paulo: Iluminuras, 1997)

___________, Gespräch über die Poesie In.: Kritische Friedrich-Schlegel-Ausgabe. Erste Abteilung: Kritische Neuausgabe, Band 2, München, Paderborn, Wien, Zürich: Ferdinand Schoningh Verlag, 1967 (tradução para o português: SCHLEGEL, F., Conversa sobre a poesia e outros fragmentos, trad. de Victor-Pierre Stirmann, São Paulo: Iluminuras, 1994)





IFC039204 - Colóquio de Doutorandos

Horário: 2ª feira - 12:30h às 15:50h
Professor: Camila Jourdan

 Não disponível.



Bibliografia

  Não disponível.